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Golpe: EUA, Rússia, UE e países vizinhos pedem contenção à Turquia



O secretário de Estado americano, John Kerry, disse esperar a paz, a estabilidade e a continuidade do poder na Turquia, enquanto seu colega russo, Serguei Lavrov, pediu aos turcos que evitem qualquer "confronto sangrento", enquanto permanece a incerteza sobre a tentativa de golpe no país.

Depois de mais de 12 horas de negociações em uma reunião dedicada à Síria, Kerry e Lavrov deram uma entrevista coletiva juntos, no momento em que o Exército tomava as ruas da capital turca, anunciando toque de recolher e a instauração da lei marcial.

"Soubemos do que poderia acontecer pouco antes de vir aqui. Então, não acho que seja justo fazer um comentário", disse Kerry.

"Não temos detalhes até o momento, mas espero que haja estabilidade, paz e continuidade na Turquia", afirmou o secretário americano, sobre esse país aliado dos Estados Unidos no seio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O ministro Serguei Lavrov iniciou sua intervenção afirmando que os jornalistas estavam mais bem informados por enquanto e que ele ainda estava tentando entender o que está acontecendo.

Lavrov pediu que se evite "qualquer confronto sangrento" e ressaltou que "os problemas da Turquia devem ser resolvidos dentro do respeito pela Constituição".

Algum tempo depois, a Rússia disse estar "extremamente preocupada" com a situação na Turquia. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, destacou que o presidente Vladimir Putin está sendo "constantemente informado peles canais diplomáticos e pelos serviços de Inteligência".

A Casa Branca também anunciou que o presidente Barack Obama está sendo informado da situação em Ancara por sua equipe de Segurança Nacional.

O presidente Obama pediu apoio ao governo turco "democraticamente eleito" e que se evite "qualquer violência, ou derramamento".

De acordo com o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Ned Price, "o presidente continuará a receber atualizações regulares".

Nesse contexto de tensão crescente, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, pediu "contenção" e "respeito às instituições democráticas".

"Em contato constante com a delegação da UE em Ancara e em Bruxelas direto da Mongólia [onde Federica está para uma cúpula UE-Ásia]. Apelo à contenção e ao respeito pelas instituições democráticas", postou Mogherini no Twitter.

O governo grego anunciou, por sua vez, que "acompanha a situação com sangue-frio".

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, "foi informado pelo chefe dos Serviços Secretos gregos" da evolução dos acontecimentos no país vizinho e pediu que o ministro da Defesa, Panos Kammenos, e o chefe do Estado-Maior também sejam atualizados.

A companhia aérea grega Aegan Airlines cancelou seus voos previstos para este sábado para Istambul, "em vista das informações sobre o fechamento do aeroporto", assim como para Izmir, a grande cidade turca voltada para o mar Egeu.

O canal público grego Ert1 interrompeu sua programação para acompanhar ao vivo o que se passa na Turquia.

O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, manifestou neste sábado (horário local) a "grande preocupação" de Teerã, país com o qual tem fronteira, informou o site do governo.

"Manifestamos nossa grande preocupação diante dos acontecimentos que estão se desenrolando na Turquia. A estabilidade, a democracia e a segurança do turcos são uma prioridade", afirmou Zarif, destacando "a necessidade de preservar a unidade no país".
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